terça-feira

Falsa segurança

Sentir-me segura é sentir os dois pés no chão, é ter controlo no desenrolar do tempo, e deixar de arriscar.
 Até que ponto estamos dispostos a ceder pela segurança? É fecharmos em quatro copas e achar isso felicidade, mas não, é comodidade. A culpa foi de quem nos disse que sofrer era mau demais, que não aguentariamos, e sendo assim devemos jogar pelo seguro. Então parecemos retratos, memórias de alguém que foi feliz mas que não passa de uma recordação, porque aquele sorriso outrora, era só segurança. Dizem que o medo não é bom, mas é ele quem nos puxa para mais e melhor. Contudo, não há nada seguro. Apenas a diferença está, na maneira que vemos as coisas, na medida em que estás decidido a tomar o caminho mais longo e que estás pronto a tomar decisões que signifiquem uma reviravolta. Ou seja, a segurança somos nós que a fazemos, somos nós que decidimos em que ponto estamos confiantes para viver o dia de amanhã.
Por isso, qual a necessidade de nós retrairmos? De sermos apenas personagens de um retrato geral? Porque a felicidade incomoda, e não somos "seguros" de nós.

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